Kenzo para H&M: uma aula de como expor estampas

Nova York foi palco na noite da última quarta-feira do desfile da coleção Kenzo X H&M, aguardada há meses pelos fashionistas. Famosos por quebrar protocolos, levando um streetwear relaxado à passarela, o duo Carol Lim e Humberto Leon, à frente da direção criativa da marca fundada por Kenzo Takada, recebeu convidados e imprensa em seu showroom para mostrar a nova coleção, onde o carro chefe são as estampas. O que se pôde ver no show room porém, foi mais do que conhecer os novos itens da coleção, mas uma verdadeira aula de como expor estampas no ponto-de-venda. Aqui estamos falando pesado em prints: acessórios, roupas e calçados, tudo colorido e ricamente estampado. A verdade é que, embora encantadores, itens de vestuário estampados podem ser uma dor de cabeça. O que um lojista compra como “aposta da estação” pode facilmente permanecer no estoque além da temporada, se não for exposto corretamente. Exposição de Estampas No dia a dia do varejo, frequentemente o lojista ou sua equipe de vendas procura agrupar todos os itens estampados em um único expositor ou, pior ainda, em uma vitrine. Mas o desastre muitas vezes não para por aí, não é nada incomum que peças com estampas diferentes estejam juntas nas composições (leia-se confusões!). O cliente que vai até suas vitrines, salão de vendas e displays precisam de compreensão de cada item exposto. Você é que tem que dizer-lhes quando e em que ocasião aquela peça poderia ser usada, em que momento ela se encaixaria no guarda-roupa e na vida da pessoa. E a partir dessas “instruções” comunicadas pela técnica expositiva, fazer com que o cliente passe a sentir a necessidade ou desejo de ter o produto. Para que isso ocorra, o VM precisa garantir que cada peça em sua loja, seja contextualizada. É o que se vê, por exemplo, na mesa de destaque do showroom da Kenzo. Todos os itens são estampados, as padronagens e cores são diferentes, mas a abordagem de contextualizar os produtos é usado em toda a exposição, das araras às vitrines.